Escolha por serviços terceirizados exige cautela

Escolha por serviços terceirizados exige cautela

Condomínio precisa verificar credibilidade e qualidade do trabalho de empresa que fornece mão de obra para garantir segurança dos moradores.

Funcionários treinados, equipados e que podem ser substituídos sem gerar encargos trabalhistas é o chamariz que leva grande parte dos condomínios a optar pela terceirização de serviços, especialmente nas áreas de portaria, zeladoria e limpeza.

Embora o Sindicato da habitação (Secovi) recomende a contratação direta dos profissionais, o aquecimento do setor imobiliário e a mudança do perfil dos síndicos-moradores cada vez mais jovens, que trabalham e, por isso, possuem menos tempo párea cuidar da administração do prédio – tem aumentado a procura por prestadores de serviços.

Terceirizar a mão de obra, porem, exige cautela. A alta rotatividade nas empresas pode reduzir o comprometimento do profissional e afetar a segurança do condomínio. “O sindico deve buscar referencias como outros clientes e verificar como é feito o treinamento na empresa”, diz o gerente comercial da GS Terceirização, Amilton Saraiva Costa. “Ele também pode participar do processo de seleção para escolher quem vai trabalhar com ele”, acrescenta.

Outro ponto importante é checar a confiabilidade da empresa contratada. A Lei estabelece que o contratante é co-responsável por qualquer irregularidade praticada pela empresa terceirizada. Logo, se os funcionários não forem pagos corretamente, por exemplo, o condomínio pode ser acionado judicialmente.

Em uma pesquisa do Tribunal de Justiça, ele descobriu que havia um pedido da falência da terceirizada. Porem, já era tarde. Funcionários entraram com o processo trabalhista contra a empresa e o condomínio foi condenado a pagar mais de R$30.000,00 em dividas, valor que precisou ser rateado entre os condomínios. “Na época, foi um transtorno. Tivemos de convocar uma assembléia e o caso foi uma surpresa bem incomoda” diz.

Apesar do trauma, Ivo contratou uma nova empresa. “O bom da terceirizada é a possibilidade de substituir um funcionário que não agrada sem precisar arcar com os custos de uma rescisão.” Ele diz que houve diversos casos em que precisou substituir um profissional. Por exemplo, quando um porteiro foi trabalha embriagado e outro dormiu na portaria.

Os documentos da empresa também devem ser checados. “Com a cópia do contrato social é possível verificar se algum dos diretores da empresa tem problemas na justiça”, diz Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP. Certidões Negativas de Débitos (CND) Municipal, Estadual e Federal também devem ser solicitadas antes da assinatura do contrato. Além disso, a existência de eventuais deve ser checada, pelo menos, de seis em seis meses.

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